Exercícios sobre a tua visita ao centro de Ovar

Clica em cada imagem, para responderes a questionários.
 
 

Dr. João Semana e Júlio Dinis

Dr. João José da Silveira (JOÃO SEMANA): Uma pessoa real e uma personagem de «As pupilas do Senhor Reitor», romance de Júlio Dinis.



  


João Semana é um nome literário. Mas que assenta, no essencial, na pessoa do Dr. João José da Silveira, médico vareiro, amigo dos pobres, que nasceu na casa das Luzes, em Ovar, em 21 de fevereiro de 1812, e que veio a falecer em 29 de novembro de 1896 na sua casa do Largo de S. Pedro (hoje Largo dos Combatentes), onde tinha o seu consultório.
Formado na Escola Médico-Cirúrgica do Porto, por volta de 1844, começou a exercer a clínica em Arada, deste concelho de Ovar, onde permaneceu oito anos, e «onde logrou a mais subida gratidão e simpatia daquele povo», como escreveu o P.e Manuel Lírio no «Almanaque de Ovar» de 1913, onde afirma que em Ovar
«era ele o médico dos pobrezinhos a quem não levava nada pelas consultas e muitas vezes fornecia os pensos e dinheiro para medicamentos e dietas».
Júlio Dinis, ao descrever, em As Pupilas do Senhor Reitor, a figura de João Semana, não precisou de criar, de inventar. Pode dizer-se que se limitou a retratar aquele modelo de médico bondoso.

Ovar: Museu vivo do azulejo


Clica na imagem, para construíres "paredes" de azulejos.
Imprime essas paredes e enfeita a tua sala de aula.
A ideia de cobrir as paredes, pavimentos e até tetos, com azulejos, foi introduzida em Portugal pelos árabes. Aliás, a palavra "azulejo" é de origem árabe (al zulaycha) e significa pedrinha polida.
Mas Portugal gostou tanto do azulejo que no início do séc. XVIII era o maior produtor em quantidade e variedade. Os azuis e brancos são considerados os melhores, chegando a cobrir quase todo o exterior de Igrejas e grande parte do seu interior. Há até um verbo português "azulejar" que significa «guarnecer de azulejos», mas também «tornar azul». Há no entanto azulejos com outras cores: verde, amarelo, violeta, negro e tomaram o nome de polícromo. Os painéis de azulejos representam temas religiosos quotidianos, geométricos e estão em variadíssimos monumentos, como igrejas e palácios, e também em locais públicos, como estabelecimentos comerciais, estações de caminhos-de-ferro. Muitas das nossas casas têm nas suas entradas painéis de azulejos, tornando muito mais bonita essa parte da casa.









O foral outorgado por D. Manuel I

A 10 de Fevereiro de 1514, D. Manuel concedeu a Ovar o seu foral (a sua lei orgânica local, a lei escrita pela qual se regeram os habitantes do povoado nas suas relações recíprocas e nas relações com a coroa).
PROBLEMA: Há quantos anos foi?


ACRA e VISITA

Visita de estudo ao ACRA (Atelier de Conservação e Restauro do Azulejo)


Matemática... na visita de estudo a Ovar

Estratégias para subtrair: (clica na imagem)
«PROBLEMA: O chafariz do Largo Serpa Pinto foi construído em 1877. Há quantos anos foi?»
1.ª estratégia:  Subtrair a somar
Conta-se do número menor para o maior e, deste modo, calcula-se a diferença. É uma excelente opção, quando os números estão próximos. É toda feita de cálculo mental.
VER todas as estratégias de subtrair, na imagem acima.
 
GEOMETRIA nos azulejos
Observa esta parede de azulejos, formada por quadrados. Em casa, se tiveres tempo - e gosto - vais reproduzir pelo menos um quadrado destes.


Visita de estudo: Museu Júlio Dinis


      A nossa visita de 6.a feira, dia 16/11/2012):
 O Museu Júlio Dinis – Uma Casa Ovarense é um imóvel típico de Ovar, no qual viveu o emérito escritor Júlio Dinis, no Verão de 1863 e, posteriormente, nos anos de 1864, 1866 e 1867, numa tentativa de se restabelecer de uma das mais temíveis doenças do séc. XIX – a Tuberculose.
       Nesta casa, Júlio Dinis escreveu uma parte substancial de um dos seus mais emblemáticos livros – “As Pupilas do Senhor Reitor” e esboçou aquele que viria ser o romance “A Morgadinha dos Canaviais”.
 
PROBLEMA: Há quantos dias foi inaugurado este Museu?
(Calcula com referência a 16 de novembro, dia da visita de estudo.)


O meu concelho (OVAR)



 
A azul podes ver: O oceano Atlântico e a ria de Aveiro.

Eu gosto da minha terra

Clica na imagem abaixo e lê as aventuras de dois amigos por terras de Ovar. Pede aos teus pais para te acompanharem, pois na sexta-feira, dia 16 de novembro, vais fazer uma visita de estudo a Ovar. Quanto mais souberes, melhor para ti.
 
 


            
     
         QUADRO DE HONRA
 
Ficha de avaliação (MAT)
Sara Faria Rodrigues
Gonçalo Leal
Gonçalo Vilela
Ana Isabel Amaral
Leonor Alves Malaguerra
Exercício ortográfico (06/11/2012)
Gabriela Santos Figueiredo
Ana Isabel Amaral
Sara Faria Rodrigues
Inês Freitas Cruz
Gonçalo Reis Leal
Leonor Alves Malaguerra
Gonçalo Vilela
Ficha de avaliação (E. do Meio)
Inês Valente
Gonçalo Leal
Gonçalo Vilela
Leonor Malaguerra
Sara Faria Rodrigues
 

As nossas leituras

Maria Alberta Menéres
(Histórias de tempo vai tempo vem)
     A folha e o pirilampo

Era uma árvore bonita, de grandes braços abertos à claridade das manhãs.
Um dia, já quase no findar do outono, ela reparou, com grande espanto, que por mais forte que soprasse o vento, por mais impiedosas que tombassem as primeiras chuvas a anunciar o Inverno, uma pequenina e teimosa folhinha continuava bem agarrada a um fino tronco, lá no cocuruto da sua cabeça!
E ao cair de certa tarde, resolveu falar muito a sério com ela. Só que... a conversa de nada valeu! E a árvore não teve outro remédio senão justificar-se - o que nunca, em tantos anos da vida lhe tinha acontecido:
- É a minha filha mais nova, senhor vento. Tem medo de se largar! Diz que nasceu lá muito no alto...
- Medo?! Medo de quê?! - admirou-se o vento. - Quando eu sopro, todas as folhas se soltam com alegria, esvoaçam por uns instantes no ar e depois pousam suavemente no chão. Sempre foi assim!
- Eu sei, senhor vento. Mas a minha filha é muito pequenina e não está habituada a cair assim de qualquer maneira. Diz que tem medo de se magoar! Temos de ter paciência.
O vento aninhou-se por ali, à espera.
A certa altura, ouviu uma voz aflita que lhe pareceu vir de muito alto:
- Mamã, não me digas que é muito fácil e não custa nada! Eu sei muito bem que já me devia ter largado ao vento... mas agora não! Não vejo nada! Não sou capaz de saltar nesta horrível escuridão! Amanhã...
- Nem amanhã, nem depois de amanhã! A menina ouviu?! É agora! Onde é que já se ouviu uma folhinha ter medo de cair?!
- Não vejo o caminho… - soluçou a folha, cada vez mais aflita.
- Espera aí! Espera aí! – acudiu o pirilampo, esforçando-se por subir em voo vertical.
E muito iluminado, de tanto esforço, lá conseguiu aterrar mesmo no meio da folhinha. O seu peso foi suficiente para se largarem os dois no espaço, baloiçando em jeito de disco voador mal tripulado.
Quem nessa noite passasse por ali, era muito capaz de sorrir ao ver um pirilampo muito bem aninhado numa folha, dormindo os dois no chão, ao luar, o seu soninho descansado.
Maria Alberta Menéres,
Inspiradas neste conto, duas alunas escreveram os seus próprios contos.

Conto da Leonor Malaguerra:
A borboleta e o passarinho
     Estava muito frio, numa manhã de inverno. Os pássaros que estavam dentro dos seus abrigos deixavam-se estar, pois estavam muito bem agasalhados e quentes. O inverno fazia uma paisagem maravilhosa, mas havia um problema: os humanos que viviam do lado de lá do bosque deitavam lixo para o rio que ia dar ao lago límpido e os animais que viviam naquela poluição ficavam com graves doenças.
     Chegou a primavera. O bosque ficou cada vez mais bonito. Mas, na árvore mais alta, estava um ninho muito grande, com meia dúzia de ovos. A mãe desses ovos, dona Mafaldita Periquita, era uma ave elegante, sempre preocupada com os seus ovos.
     Os ovos estavam na altura de chocar. Então, dona Mafalda armazenou comida e preparou-se para o nascimento.
     Os passarinhos nasceram e cada um teve um nome: o Tinca, o Gunetan, o Caroline, o Rafa, a Merg e o Tintin, o mais novo. Os seis foram bem servidos, tanto no conforto como na comida. Era a hora de voar, mas o Tintin não saiu do ninho. Então o pai, Grande Passarão Gigantão, perguntou-lhe o que se passava.
     - Tenho medo! Tenho medo das alturas! E de torcer uma asa! – respondeu o Tintin.
     - Desde quando é que se viu um pássaro que não sabe voar?! – perguntou o pai, admirado. E decidiu contar-lhe os prémios e os concursos que tinha ganho, mas a conversa de nada valeu. Decidiu, então, incentivá-lo.
     - Tintin querido, tens de acreditar que consegues.
     Tintin gostou tanto dos troféus e prémios do pai que decidiu voar, mas o medo foi mais forte. O pai não teve outra hipótese senão justificar-se e resolveu contar ao rei, que, mal soube daquilo, mandou contratar o melhor voador do mundo. E esse voador era nem mais nem menos uma linda borboleta, de asas cintilantes, estreladas e coloridas, que deitavam uns pozinhos por aqui e por ali.
     Então, Tintin explicou tudo à borboleta e ela, que era esperta, disse-lhe:
     - Seja alto, seja baixo, tu és um grande voador e podes provar isso ao mundo.
     A borboleta fez uma representação, lançando pozinhos no ar. O pássaro ficou equipado e voou, esplendidamente, tornando-se o maior voador da floresta.

Conto da Sara Faria Rodrigues:
O pássaro que tinha medo de voar
     Era uma vez um passarinho que estava no ramo mais alto de uma árvore., enroscado no seu ninho. O passarinho era branquinho no peito e tinha umas asas roxas e brilhantes e um bico verde escuro. Era muito simples e simpático.
     O ninho era quente, feito de pauzinhos e uns raminhos de tília. No ninho estava a mãe, o pai e o passarinho branquinho, que estava a brincar com os seus dois irmãos, que eram mais novos do que ele.
     Os habitantes que passavam por ali, quando viram aquele pássaro, deram-lhe o nome de «Passarinho Brilhante».
     Todos os dias, a mãe ia buscar comida para os seus filhotes, como, por exemplo, minhocas, e uma coisa que eles gostavam muito, farinha.
     Mas havia um problema: o passarinho tinha medo das alturas e, por isso, todos os dias a mãe punha-o em cima das suas costas para voarem até outro ramo. Ora isso não podia ser! Ele tinha de aprender a voar… e já!
     - Eu quero saber voar, mas o caminho daqui até ao chão é muito escuro! Nunca vou saber voar! – lamentou-se o Passarinho Brilhante.
     Um pirilampo, ao ouvir a lamentação do passarinho, teve uma ideia.
     - Já sei! Como eu tenho luz, quando ele estiver a tentar voar, posso iluminar o caminho a percorrer. E se bom o pensou, melhor o fez.
     Entretanto, o passarinho, aflito, agitou as asas e lançou-se pela brisa do vento, gritando. Mas, de repente, apareceu o pirilampo e, voando, iluminou-se para o passarinho ver.
     A partir desse dia, o pássaro, começou a voar sem receio.